quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Croquis do Museu de Arte da Pampulha


                       Croqui de 5 minutos



                       Croqui de 1 minuto 


Visita ao Museu de Arte da Pampulha

                  A Pampulha é um ponto turístico muito importante na cidade de Belo Horizonte e referência à arquitetura moderna. A Lagoa da Pampulha foi construída na década de 1940, quando Juscelino Kubitschek era prefeito da cidade, e contemplada com um magnifico complexo arquitetônico projetado por Oscar Niemeyer que reunia construções como: a Igreja de São Francisco, Museu de Arte (antigo cassino) e a Casa do Baile. Estas, tinham como objetivo influenciar o lazer e a cultura na região e relacionarem-se com seu entorno, ao longo da lagoa. Na época da construção da Pampulha o país passava por uma fase de modernização, que viria a refletir-se na reformulação de sua arquitetura.

                  O Museu de Arte foi construído inicialmente como um luxuoso cassino, destinado a abrigar a elite da cidade. O cassino foi bem influenciado pelos princípios de Le Corbusier, arquiteto modernista francês, principalmente em relação aos pilares (construções suspensas)  e à fachada livre (independência da estrutura e construção sem impedimentos). Além disso, é composto por jardins que circundam o prédio projetados pelo paisagista Burle Marx, que complementam a beleza da obra. No ano de 1946, o jogo foi proibido no país e o cassino teve de ser fechado. Após 11 anos foi reaberto como Museu de Arte e algumas obras foram doadas para o acervo do museu, entre os artistas se encontram: Cândido Portinari, Alberto da Veiga Guignard, Emiliano Di Cavalcanti, Ivan Serpa, entre outros. Hoje em dia abriga várias exposições, apesar de seu projeto inicial não ter essa função. "Fiz este projeto em uma noite, não tive alternativa. Mas quando funcionava como cassino, cumpria bem suas finalidades, com seu mármores, suas colunas de aço inoxidável, e a burguesia a se exibir, elegante, pelas suas rampas." Oscar Niemeyer.


                                       

                                       

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

           Croquis da Escola de Arquitetura da UFMG

                                  Entrada da Escola (dois pontos de fuga)

                                               

                                     Corredor do segundo andar (um ponto de fuga)





quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Exposição de Arte "Leonilson: Truth, Fiction"

          Na Sexta-feira (04 de Setembro) visitei o Centro Cultural Banco do Brasil para a exposição de arte "Leonilson: Truth, Fiction". A exposição foca os trabalhos maduros do artista, feitos no final dos anos 1980 ao início dos anos 1990 e é dividida por temas como: as geometrias e matemáticas, as geografias, os diários, as ilustrações, que representam os contextos e relações de suas obras. A exposição é muito rica, pois representa a vida e a obra desse grande artista e sua genialidade no uso de diversos materiais, ideias e opiniões na construção das obras.

          A primeira parte da exposição é caracterizada por obras bordadas em tecidos, como:                              

 "As Cascas de Ovo, 1992 
                                                                Bordado sobre lona"

      "Nós falamos, eles não vêem, 
                                    1991
                                                                     Bordado sobre voile "      




As geometrias e as matemáticas

Nesta parte da exposição, encontram-se obras feitas com números, contas e linhas geométricas planas e tridimensionais, além de conter ainda bordados em veludo, voile, renda e algodão. 


 "Sem título, 1987.
                           Acrílica, lápis aquarelável e botões sobre lona."




        "Full of numbers and words  (Cheio de números e palavras), 1989
                                                Acrílica, lápis aquarelável e broche sobre tela."


Para mim, uma das partes mais interessantes da exposição são os 99 desenhos realizados por Leonilson para ilustrar uma coluna do jornal Folha de S.Paulo, feitos todos com tinta preta sobre papel. Os desenhos contém críticas bem expressas tanto em relação a política quanto em relação a sociedade em geral. Alguns exemplos são: